Políticas de inteligência artificial generativa em três universidades mexicanas e ações federais. Desafios e possíveis caminhoss

Palavras-chave: Educação superior, política pública, política universitária, tecnologia digital

Resumo

O surgimento da inteligência artificial generativa (IAG) transformou o âmbito educacional, levando as instituições de ensino superior a elaborar políticas para sua incorporação. Este estudo analisa como três universidades mexicanas — a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), a Universidade Iberoamericana (UIA) e o Instituto Tecnológico de Monterrey (ITESM) — abordaram esse desafio, bem como as primeiras ações federais para orientar a política pública no ensino superior. Foi realizada uma análise documental de casos comparativos das ações e instrumentos de política relacionados à adoção da IAGen nessas universidades, bem como na Secretaria de Educação Pública (SEP), que corresponde ao Ministério da Educação Nacional. Foram identificados padrões de governança, temporalidade das ações e instrumentos de política utilizados a partir de uma abordagem dos sistemas sociais. As três instituições implementaram estratégias que combinam a formação de professores, as diretrizes normativas, a infraestrutura digital e os mecanismos de governança multiagente. Os casos mostram uma transição para a necessidade de gerar modelos flexíveis e colaborativos de elaboração de políticas, que subvertem a sequencialidade tradicional do ciclo de políticas públicas.

Biografias Autor

Mario Benavides Lara, Universidade Nacional Autônoma do México, Cidade do México, México

Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Autônoma Metropolitana, campus Xochimilco; mestre e bacharel em Pedagogia pela UNAM. É subdiretor de Mobilização do Conhecimento em Educação na Coordenação de Avaliação, Inovação e Desenvolvimento Educacional (CEIDE) da UNAM. Além disso, é professor no sistema SUAYED, na Faculdade de Filosofia e Letras. Suas linhas de pesquisa são políticas educacionais e curriculares, formação de professores, educação e gênero, tecnologias, educação e estudos sociais da educação. Autor de artigos, livros didáticos e materiais para professores.

Víctor Jesús Rendón Cazales, Universidade Nacional Autônoma do México, Cidade do México, México

Doutor e mestre em Ciências, com especialização em Pesquisa Educacional pelo Departamento de Pesquisa Educacional do CINVESTAV-IPN. É coordenador de Geração e Disseminação do Conhecimento em Educação na Coordenação de Avaliação, Inovação e Desenvolvimento Educacional (CEIDE) da UNAM. Além disso, é professor no programa de mestrado e doutorado em Ciências Médicas, Odontológicas e da Saúde da UNAM, além de lecionar no sistema SUAYED na Faculdade de Filosofia e Letras. Possui publicações sobre formação de professores, práticas de redação acadêmica e usos das tecnologias digitais.

Luz Gisela Macías Carrillo, Universidade Nacional Autônoma do México, Cidade do México, México

Formada em Pedagogia pela UNAM, mestre em Pesquisa e Desenvolvimento Educacional e doutoranda em Educação, ambos pela Universidade Iberoamericana. Na Coordenação de Avaliação, Inovação e Desenvolvimento Educacional (CEIDE) da UNAM, colabora na elaboração de estudos, materiais educacionais e de mobilização do conhecimento, além de ministrar diversos cursos e oficinas para o corpo docente. Seus temas de interesse são, principalmente, as trajetórias universitárias, o uso da inteligência artificial na educação, a avaliação educacional e os processos de leitura, escrita e argumentação acadêmica.

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Publicado
2026-05-30
Como Citar
Benavides Lara, M., Rendón Cazales, V. J., & Macías Carrillo, L. G. (2026). Políticas de inteligência artificial generativa em três universidades mexicanas e ações federais. Desafios e possíveis caminhoss. Revista Educação Superior E Sociedade (ESS), 37(2), 223-248. https://doi.org/10.54674/ess.v37i2.1135