Formação do julgamento profissional docente em uma experiência com inteligência artificial generativa
Resumo
Este estudo explora como a Inteligência Artificial Generativa (IAG), por meio de um modelo personalizado orientado ao desenho de planos de aula, contribui para o desenvolvimento do julgamento profissional em futuras professoras de educação infantil. O trabalho adotou uma abordagem qualitativa, exploratória e longitudinal. Foram selecionados quatro casos de estudantes do sexto semestre de uma escola normal no noroeste do México. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas em dois momentos. A análise de conteúdo foi dedutiva, baseada em sete categorias relacionadas ao julgamento profissional: eficiência, contextualização, criatividade, sequência lógica, inovação, reconhecimento da própria aprendizagem e agência. Os resultados indicam que a IAG não substitui o pensamento pedagógico, mas o ativa e o coloca à prova. O julgamento profissional foi fortalecido por duas vias: ao avaliar criticamente a pertinência das respostas da IAG e ao incorporar novos elementos para enriquecer o planejamento. Na experiência, a IAG não substituiu a autoridade pedagógica da professora responsável pelo grupo onde ocorre a prática profissional, mas se integrou como apoio complementar que reforçou a confiança das estudantes na implementação do plano. Evidencia-se que o desenvolvimento de modelos personalizados é uma solução prática para promover o uso crítico da IAG na educação e que essas ferramentas devem ser orientadas, sobretudo, à personalização da aprendizagem. Conclui-se que a integração de modelos personalizados é uma via promissora para fortalecer o julgamento profissional na formação inicial docente.
Direitos de Autor (c) 2025 Jihan García-Poyato Falcón, Martín Alonso Mercado Varela, Graciela Cordero Arroyo, Silvia Almaraz Núñez

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