Sobre a reprodução invisibilizada da formação de profissionais com viés sexista: desafios para universidades equitativas
Resumo
Este artigo analisa a reprodução invisibilizada do preconceito sexista na formação profissional nas universidades argentinas, com foco no papel daqueles que implementam programas de gênero e diversidade. A partir de uma perspectiva crítica feminista e interseccional, a pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, triangulando dados estatísticos nacionais e institucionais, análises documentais de políticas e a reflexão derivada da prática profissional. Os resultados revelam que, apesar da maioria feminina nas matrículas, persistem a segregação vertical (teto de vidro) e horizontal (baixa presença em STEM), influenciadas por estereótipos e por um habitus de gênero que condiciona a relação com o conhecimento. O estudo destaca como as universidades, enquanto dispositivos sociais, reproduzem a violência estrutural e como se manifestam as múltiplas desigualdades, incluindo a invisibilização das experiências trans nos registros. Embora sejam reconhecidos avanços institucionais, como protocolos e capacitações (Lei Micaela), ressalta-se que estes se revelam insuficientes sem uma profunda mudança cultural e um compromisso institucional mais amplo. O artigo conclui que desmantelar o sexismo requer ação coletiva, “reeducar” com perspectiva de gênero, fortalecer redes de apoio e garantir que as universidades sejam espaços equitativos e livres de violência, um desafio constante diante de cenários de retrocesso dos direitos. Destaca-se a necessidade de transformar as estruturas para garantir um ensino superior que não reproduza a discriminação.
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